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São Leopoldo (RS) São Leopoldo terá loja de produtos certificados |
São Leopoldo vai ganhar, em novembro, a primeira loja de madeira e outros produtos florestais certificados do Rio Grande do Sul. A certificação FSC é, atualmente, a melhor forma de atestar que o manejo de florestas nativas é realizado de maneira eficaz, ambientalmente adequada, socialmente justo, transparente e economicamente viável. É um forte instrumento de mercado para conter o avanço do desmatamento e a produção de madeira ilegal. A idéia de abrir a loja foi amadurecida por Júlio Cesar Sawaya, idealizador do empreendimento, a partir do contato que teve com o programa Cidade Amiga da Amazônia no município. “Como empresário da construção civil, eu tinha uma preocupação ecológica”, conta Sawaya. “Além de ver o assunto sendo bastante divulgado na mídia, comecei a perceber uma demanda por produtos sustentáveis por parte de clientes que estavam comprando e mobiliando seus imóveis. Nesse momento, querendo ou não, o assunto que surge é madeira.”
A dificuldade encontrada por quem quer consumir madeira de maneira responsável, no entanto, é o acesso, tanto em termos de oferta quanto de custo desses produtos. “Eu mesmo não sabia exatamente onde buscar informações e materiais. Comecei a conhecer melhor o mercado certificado pelo Greenpeace, que me esclareceu sobre o uso racional de madeira”, lembra ele.
Sua primeira oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos foi no projeto do Centro Turístico de São Leopoldo, inaugurado em setembro de 2007, como parte do processo de implementação do programa Cidade Amiga da Amazônia. A experiência só deu mais força para a vontade de ampliar a oferta de materiais certificados na região.
Hoje, a poucos meses de concretizar mais essa empreitada, Sawaya está convicto de que o mercado consumidor de produtos de origem responsável existe. “As pessoas estão preparadas para mudar seu perfil de consumo, pois já assimilaram modelos de construção com conceitos de ecologia, como o aproveitamento da água da chuva e salas de triagem de lixo, no caso de prédios”, explica Sawaya.
Ele admite que, no início, pode ser necessário um trabalho de formiguinha para divulgar a loja e os produtos. “Mas, ao ter acesso à informação, as pessoas se interessam por comprar. O que percebo, a partir da experiência com meus clientes, é que ninguém quer carregar a culpa de contribuir com a derrubada da Amazônia e causar mudanças climáticas ou desequilíbrio ambiental”, acredita o empresário. “Por isso, vejo isso como oportunidade de mercado atrelada a consciência ambiental. Quem não começar por esse caminho vai acabar ficando para trás”, conclui.
Nesse momento, a loja está finalizando o processo de certificação e a reforma do local onde será instalada.
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