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Notícias
30.03.2005 - Campina Grande (PB)
Expedição Brasil Não É Nuclear chega a Campina Grande, na Paraíba, e é recebida pela população no Parque do Povo
O balão do Greenpeace, simbolizando o planeta Terra, fez sucesso entre os paraibanos, que aproveitaram a oportunidade para deixar mensagens ao presidente Lula contra a retomada do programa nuclear brasileiro
A capital do forró e das festas de São João quer distância da aventura nuclear e deixou isso claro nesta quarta-feira, durante a passagem pela cidade da expedição ‘Brasil Não É Nuclear’, do Greenpeace. Campina Grande foi a sétima cidade visitada pela expedição, que desde o último dia 15 já passou por Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Caetité (BA), Salvador e Recife. Tanto em mensagens deixadas no banner que será entregue ao presidente Lula, como nas manifestações espontâneas no local, os paraibanos mostraram-se contrariados com a possível instalação de minirreatores nucleares na região Nordeste do país e a construção de mais uma usina nuclear (Angra 3), e pediram investimentos em energias renováveis.

Um dos mais entusiasmados com a passagem da expedição por Campina Grande foi o agente de limpeza José Martins de Paiva, de 33 anos. Ele passava de bicicleta próximo ao Parque do Povo quando viu o balão e decidiu acompanhar a movimentação. Ao saber que era uma manifestação anti-nuclear, passou a convocar as pessoas para deixarem mensagens no banner e ouvir as explicações dos voluntários do Greenpeace sobre os propósitos da campanha.

"O trabalho de vocês é muito importante, porque o povo precisa se engajar na luta contra decisões autoritárias como essa", disse José Martins, que é membro atuante do Sindicato dos Servidores Públicos de Campina Grande. "Podem contar comigo nessa luta de conscientização. As pessoas têm que saber o que significa uma usina nuclear e quais as conseqüências negativas que ela pode trazer para as pessoas e para a natureza. Imagine um minirreator aqui. Não queremos isso, é como se dessem uma bomba de presente para a gente", disse.

Silete Mendes, 28 anos, é dona de casa e não entende muito sobre energia nuclear, mas ao saber quanto o Brasil já gastou com o programa nuclear – cerca de US$ 40 bilhões -, logo se deu conta de que não se trata de um bom negócio. "Nossa, quanta coisa boa o governo poderia fazer para o povo com esse dinheiro. Será que o Brasil precisa mesmo ter uma usina nuclear? Se faz tão mal e é tão perigosa, por que insistem em construi-la?"

A expedição segue na quinta-feira, 31 de março, para Juazeiro do Norte, no Ceará, dando continuidade ao esclarecimento da população brasileira sobre os riscos da retomada do programa nuclear no país.






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