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Notícias
12.04.2005 - Volta Redonda (RJ)
Volta Redonda é a 12ª cidade a receber Expedição Brasil Não é Nuclear
Campanha anti-nuclear do Greenpeace pretende impedir que o governo Lula gaste bilhões de dólares na aventura nuclear brasileira
Em meio as comemorações da cidade pela
vitória do time local sobre o Fluminense no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca em pleno Maracanã - um feito inédito para a modesta equipe -, a expedição Brasil Não é Nuclear chegou à cidade do aço para
alertar a população sobre os perigos da retomada do programa nuclear brasileiro. O balão representando o planeta Terra foi inflado no pátio do centro de convenções da Ilha de São João e atraiu a atenção de todos.

Volta Redonda, a 12ª cidade visitada pela expedição anti-nuclear do Greenpeace, está próxima da região onde se encontram as duas usinas nucleares de Angra dos Reis e que poderá receber a terceira usina, Angra 3. Além disso, a cidade também fica perto da
usina de enriquecimento de urânio que poderá ser ampliada caso o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decida pela retomada do projeto nuclear nacional.

Apesar disso, são muito poucos os moradores de Volta Redonda que têm informações sobre o assunto e sabem dos riscos que a geração de energia por meio de usinas nucleares representa para a população e para o meio ambiente. "Não sabia que queriam construir mais uma usina nuclear. Acho um absurdo, já temos duas que vivem dando problemas", afirmou a dona-de-casa Claudenice da Costa de Paula. "Estão sempre arrumando um jeito
de destruir cada vez mais a natureza. Por isso acho legal esse tipo de campanha do Greenpeace, para alertar as pessoas e discutir soluções alternativas."

Os ativistas do Greenpeace explicaram aos que foram atraídos pelo balão quais os riscos de se apostar em usinas nucleares para a geração de energia e quais as alternativas existentes, como biodiesel, energia solar
e eólica. "O trabalho de conscientização da população é importante porque se depender do governo, a gente nunca ficaria sabendo de nada", disse Simone Pereira Rodrigues, vendedora que mora em Barra Mansa, mas
trabalha em Volta Redonda. "Não entendo muito do assunto, mas sei que as usinas de Angra não são muito seguras. E ainda querem uma terceira?"

Para Rosemary Santiago dos Santos, é preciso juntar forças para impedir que Angra 3 seja construída. "Quanto mais eu sei sobre essa usina, menos eu quero que ela exista."






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